Eu ainda vou chegar no teto do mundo, chegar mais perto de Deus e... morrer de frio
Acabei de ler um livro super legal: O Meu Everest, de Luciano Pires
Conta a história de um executivo de marketing de uma multinacional que resolve realizar seu sonho: Ir até o Campo Base do Everest. 5.356 metros de altitude. Alto, né? Ele não foi até o pico do Everest. Óbvio. Ele ainda conserva um tanto assim de sanidade.
O mais interessante do livro é que ele conta todas as suas aventuras de uma maneira simples e até engraçada.
E acabou despertando em mim a vontade de também conquistar o MEU Everest. Quem sabe um dia... daqui uns 20 anos, talvez, quando eu também for um executivo bem sucedido.
Só de imaginar poder estar entre aquelas paisagens maravilhosas, que parecem terem sido pintadas à mão... ficar sozinho, apenas sentindo o silêncio do vento... aiai... queria ir pra lá.
Mas, levando em consideração que acordei péssimo por causa do frio da madrugada mais fria do ano (segundo vi na TV), acho que não agüentaria todo aquele gelo e frio.
O Meu Everest: mais um sonho a ser colocado na minha lista.
Escolhi algumas coisas legais que ele disse a respeito da viagem.
“O que aprendi? Que nada resiste a um passo de cada vez. Pequeno, devagar, mas constante e sistemático. E que existem outros planetas dentro do planeta terra. O Nepal é um deles...” (retirado do site dele)
“Eu sabia que minha vida não ia mudar com essa viagem, que eu não voltaria mais ou menos esotérico, que não descobriria nenhum segredo místico que mudasse radicalmente meu modo de ser. Isso é conversa de livro de auto-ajuda.”
“À frente, a pontinha do Everest sobressaindo entre as outras montanhas. Parece sonho.
(...) onde o importante era o básico dos básicos: comida e abrigo. Nada mais importava.
(...) A vida daquele pessoal do Himalaia é dura? Certamente. Mas...
Sem luz, não tem rádio, não tem tevê. Não tem cinema, nem discoteca.
O que eles fazem? Conversam.
À noite, a diversão era sentar e conversar. Contar e ouvir histórias. Pais falando com filhos. Marido com mulher... para nós era algo pontual, parte daqueles 15 dias de viagem. Para os nativos, é o dia-a-dia.
O paralelo com a civilização é arrasador.
Pensar na minha casa, onde eu, minha esposa e meus dois filhos desperdiçamos as noites vendo televisão. Cada um no seu quarto.
Onde a ameaça do apagão é desespero porque a gente não vai ter o que fazer à noite... como se conversar fosse algo impensável...
É impossível não refletir sobre nossa civilizada, avançada, tecnológica e estúpida mediocridade.”
Agora, uma situação cômica... só pra aliviar o stress:
“Fui fazer xixi. É uma dificuldade.
Primeiro tem que achar um lugar. Depois, tirar as luvas e levantar o casaco, baixar a calça (não tem braguilha, não), depois a segunda calça, aí a tal bermuda de ciclista e então, a surpresa!
- Cadê ele?
Naquele firo, a gente não tem pau.
Tem um grão-de-bico!”
Escrito por Brício às 10h28
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