Agüente firme
Este mundo é frio / Mas você não precisa ir embora / Você está se sentindo triste / Você está se sentindo sozinho / E ninguém parece se importar / Sua mãe se foi / Seu pai lhe bate / Esta dor você não consegue suportar / Mas todos sangramos da mesma maneira que você / E todos temos que superar as mesmas coisas / Agüente firme/ Se você sente como se não desse mais / Agüente firme / Isso se torna melhor do que você imagina / Seus dias lhe dizem que eles são muito longos / E em suas noites você não consegue dormir nem um pouco (agüente firme) / E você não em certeza do que você está esperando / Mas você não quer mais / E você não tem certeza do que você está procurando / Mas você não quer mais / Mas todos sangramos da mesma maneira que você / E todos temos que superar as mesmas coisas / Agüente firme / Se você sente como se não desse mais / Agüente firme / Isso se torna melhor do que você imagina / Não pare de procurar / Você está muito perto / Não pare de procurar, não acabou / Agüente firme / O que você está procurando? / O que você está querendo? / Você sabe o que está fazendo comigo? / Vá em frente / O que você está esperando?/ Agüente firme / Se você sente como se não desse mais / Agüente firme / Isso se torna melhor do que você imagina / Não pare de procurar / Você está muito perto / Não pare de procurar, acabou / Agüente firme
Essa é a música Hold On, do Good Charlotte. O clipe é maravilhoso. A letra da música é linda.
Só queria postar isso aqui para mostrar que existe saída para a depressão. Mas você tem de ser muito forte pra vencer. Quem tem amigos e/ou familiares que passam por isso sabe o quanto você se sente impotente por tentar ajudar e não conseguir. Você se sente ruim por saber que existe uma saída e aquela pessoa que você tanto ama não a enxerga.
Você procura brincar... você tenta mostrar o lado bom das coisas pra ela. Mas a depressão parece, simplesmente, cegar a pessoa a ponto de ela ver somente escuridão à sua frente.
Não julgue quem passa por isso. Não faça pouco caso de alguém que pareça ter medos bobos e sem fundamento. Tente entender que depressão é uma doença. E uma doença muito grave que pode atacar qualquer um e o derrubar totalmente.
Ajude quem está passando por isso. Um ombro amigo. Um carinho. Um telefonema. Um sorriso. Tudo é válido. Não abandone quem você ama. Quem sofre desse mal precisa de ajuda. E amanhã pode ser tarde demais.
E pra quem está passando por isso, saiba que não é vergonhoso procurar ajuda. Não é constrangedor expor seus medos. Com a ajuda de alguém você pode superar isso.
Escrito por Brício às 02h01
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Quando a expectativa é alta, a decepção é maior ainda (Ou: Como Tróia não foi o melhor filme da minha vida. Apesar do Brad Pitt)
E eu assisti Tróia.
E nada de bom foi acrescentado à minha vida.
O filme tem suas qualidades, é claro.
A produção é extremamente caprichada e primorosa, reconstruindo Tróia impecavelmente.
As cenas de batalha são grandiosas e até bem realistas. Apesar de eu não ser muito fã da “câmera ágil”, sempre em movimento, que diminui o impacto e impede que possamos conferir com detalhes o que está acontecendo.
E Brad Pitt é o tesouro do filme. Com todo aquele seu corpo (mais delicioso que o de costume) sendo extremamente bem explorado pelos takes de Wolfgang Petersen.
Uma pausa para um comentário: Será que o diretor é gay? Porque as cenas com os homens sempre tinham detalhes generosos (como a barriga linda do Brad Pitt e o corpitcho saradinho de Orlando Bloom). E as mulheres eram deixadas de lado. Ou foi somente eu que não reparei nas mulheres?
Enfim... voltando.
O roteiro é extremamente ruim. Não sei se na obra A Ilíada, de Homero, aconteceu da maneira como foi mostrada. Mas, se foi, não havia motivo pra se fazer um filme de quase três horas de duração com algo tão sem cabimento. Detalhe: no cinema onde assisti, tivemos uma pausa de 10 minutos no meio do filme, para “descansar”. Ninguém merece, né?
Não se cria simpatia alguma pelos personagens, a não ser por Aquiles. Mas, mesmo assim, nada de muito forte.
O tempo todo eu não parava de pensar: por que essa filha da puta da Helena não simplesmente vai pra puta que o pariu? E pode levar Páris (Orlando Bloom) com ela. Êta personagenzinho chato esse. Apático, sem graça, totalmente sem sal... e um fracote além de tudo.
E quanto a Eric Bana... bem, a todo momento eu pensava: ok, agora ele tá bravo, vai ficar verde, triplicar seu tamanho e esmagar todo mundo, dizendo: Hulk esmaga homenzinhos!
Só gostei mesmo da parte do Cavalo de Tróia, que foi bem legal.
Ah, os nomes dos personagens são uma atração à parte: Pátroclos, Bersinelia e outros ainda piores.
Mais um detalhe: alguém pode me explicar como todos na Grécia Antiga falavam inglês? Não devia ser grego?
Eu acho que eu sou só um cara chato, que critica demais. Mas tô me convencendo que épicos não são meus prediletos. Gladiador foi outra coisa terrível de aturar. Eu só acho que uma produção rebuscada não esconde um roteiro ruim. Dogville provou muito bem isso. Ou então eu sou um cara pacífico demais, que detesto guerra. Olha que bonito isso.
Mas eu repito: Brad Pitt é a única salvação do filme, além de ser bom ator. Vale a pena conferir três horas com aqueles músculos. E que olhos!!!
Só arrume um melhor corte de cabelo da próxima vez, ok Brad?
Escrito por Brício às 04h05
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Post extra de hoje. Praticamente em tempo real. Acabou de acontecer no MSN: O Assassinato do português. A nossa língua... e não o dono da padaria
Conversas com uma amiga no MSN... que tem como particularidade o fato de tingir os cabelos de loiro... ou seja, volta e meia ela retoca a burrice e nos presenteia com uma pérola única. Essa foi a mais recente.
Amiga-que-sempre-retoca-a-burrice: posso te dar uma dica de filme pra assistir?
Eu: claro... qual?
Amiga-que-sempre-retoca-a-burrice: Seabiscuit... estória verídica
Eu: história, né? retocou a loirice?
Amiga-que-sempre-retoca-a-burrice: hehehe não... história é fato histórico. E estória é de coisas contadas. Não é?
Eu: isso. Mas se é verídico... é história, não é?
Amiga-que-sempre-retoca-a-burrice: PPPUUUUTTTTTZZZZZZZZZZ... É VERDADE.
Tô rindo até agora.
Mais uma pérola da amiga-que-sempre-retoca-a-burrice:
Professora-de-colegial-que-se-acha-culta: Alguém já foi no Teatro Municipal de São Paulo?
Amiga-que-sempre-retoca-a-burrice: Eu já. É lindo, né professora?
Professora-de-colegial-que-se-acha-culta: Realmente. E a acústica, então?
Amiga-que-sempre-retoca-a-burrice: A acústica também é linda, né professora?
Silêncio na classe... todos olham pra ela... ela fica meio sem entender 
E a classe cai no riso 
Escrito por Brício às 18h52
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Eu tentando, mais uma vez, bancar o crítico de cinema. Sem sucesso, talvez. Mas isso é problema meu. E, além disso, Dogville é complexo demais para ser analisado por um novato-pseudo-crítico como eu
E ontem eu assisti Dogville.
Sinceramente, não sei o que dizer. Apenas aconselham que o assistam.
Talvez não seja do gosto de muitos, por ser tão diferente. Mas é inegável que o filme é brilhante e inteligente.
Há de se saber que o filme possui apenas um único cenário, um único estúdio durante todo o filme. As casas não possuem paredes, nem janelas ou portas e, durante todo o filme, portas imaginárias são abertas e fechadas. As casas e ruas são dividas por marcações de giz no chão e até o cachorro e jardim da vila são apenas desenhos.
É necessário embarcar nesse esquema diferente e aceitar o filme como ele é.
Lars Von Trier, diretor do filme, não tem pressa alguma. Por isso, a trama se desenrola de maneira devagar e gradual, fazendo com que conheçamos os personagens profundamente. É como se nos tornássemos, também, um cidadão de Dogville.
E, acima de tudo, nos tornamos íntimos de Grace, personagem de Nicole Kidman. Uma fugitiva de gângsters que procura se esconder na cidade de apenas 15 habitantes. Após ser acolhida por todos, ela passa a ajudá-los, prestando pequenos serviços à comunidade.
E assim se desenrola a trama, que é contada como se fosse um livro, dividido em um prólogo e nove capítulos e sendo, por muitas vezes, narrada. Vale frisar que as quase três horas de filme são compostas apenas de diálogos, mas nunca se tornando cansativo devido à qualidade excepcional de seu roteiro.
O elenco é excelente e a direção é extremamente criativa, inventiva e talentosa.
Dogville fala sobre o ser humano, com todas as suas qualidades e defeitos, mostrando que até o ser mais pacífico é capaz de ter atitudes extremamente brutais e grotescas.
É um filme que merece ser visto.
Ele prova que uma boa história basta para se fazer um bom filme. Um grande orçamento, com uma rebuscada produção são meros detalhes que, agora percebemos, não ser tão importantes assim.
Em tempo: Lars Von Trier pretende filmar uma trilogia, chamada EUA – Terra de Oportunidades. Dogville é o primeiro deles. Os próximos também se passarão em alguma cidade imaginária dos EUA, tendo como personagem principal uma mulher. Nicole Kidman foi convidada a participar de todos eles, fazendo as três diferentes mulheres. Porém, ela não se comprometeu a fazê-los e o diretor optou por utilizar atrizes diferentes a cada filme.
Escrito por Brício às 18h04
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